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[60] História das Corridas Com Barreiras.


História das corridas com barreiras.
As corridas com barreiras constituem uma especialidade relativamente nova do atletismo, se comparadas com outras provas, como as corridas rasas, o arremesso do disco e do dardo e o salto em extensão, que já eram praticadas na antiga Grécia, vários séculos antes da nossa era.

As primeiras referências encontradas por nós sobre as corridas com barreiras datam do ano de 1837, quando foi celebrado esse tipo de prova no Eton College (EUA). Em 1853, temos uma menção sobre uma competição entre afeiçoados do atletismo: uma das provas era uma corrida desenvolvida sobre 50 obstáculos de 1,06m de altura. O dado mais autêntico sobre a primeira marca conseguida em uma corrida com barreiras é de 17"7, alcançada por A.W.T. Daniel em 1864, em uma competição entre Oxford e Cambridge.

Pouco depois, parece que foi aceita a prova com passagem sobre 10 barreiras de 1,06m de altura, como se faz nos 110m atuais. Logo no ano de 1866, em reunião realizada em Oxford, ficou estabelecido que a barreira-padrão teria a altura de 1,06m, porém muitos corredores tiveram sérias contusões ao esbarrar nesses obstáculos, por serem fixos no chão e também por serem coletivos, isto é, tomavam toda a largura da pista. Algum tempo depois, os obstáculos passaram a ser individuais, tendo a forma de um cavalete maciço, o que constituía também um perigo para aqueles que o tocassem no transcorrer da prova, pois fotos tiradas do corredor Maloney, de Chicago, deixam transparecer que todos os obstáculos ultrapassados por ele em uma prova desse tipo estavam derrubados no solo, vendo-se também claramente que várias partes do seu corpo encontravam-se ensanguentadas, decorrência do contato direto do corpo do atleta com as barreiras antes de derrubá-las.

Já no início do nosso século, o interesse pelas corridas sobre barreiras aumentou grandemente. Obstáculos foram trocados por um tipo mais leve, que, ao ser tocado pelo corredor, caía ao solo, era a barreira baixa (0,75 m); caso o barreirista derrubasse três delas, era desclassificado.

No ano de 1935, foi utilizada pela primeira vez a barreira em forma de L, inventada pelo treinador H. Hiliman. Esse novo tipo de obstáculo contribuiu notavelmente para o progresso desta prova, pois os corredores passaram a correr com maior confiança e conseqüentemente maior velocidade. Assim, as barreiras passaram a ter uma forma definitiva, com pequenas e simples modificações, até se chegar às utilizadas na atualidade.

De acordo com o regulamento oficial da da I. A. A. F. (Federação Internacional de Atletismo Amador), hoje as barreiras devem possuir as seguintes características: feitas de metal ou outro material adequado, constando de duas bases e duas hastes, que sustentam um quadro retangular, reforçado por uma ou mais barras transversais. Para derrubar a barreira, é necessário aplicar uma força de 3.600g no centro da barra superior. Como a altura da barreira varia de acordo com a distância da corrida, é preciso que ela seja ajustável conforme o caso. Os contrapesos colocados em sua base devem ser ajustados à força de 3.600g ou no máximo de 4kg, para que ela possa ser derrubada quando necessário.

Paralelamente às modificações por que passaram as barreiras, a técnica utilizada para se fazer a passagem sobre as mesmas também passou por um suave e gradual processo de transformação, no qual podemos identificar mudanças radicais no estilo de notáveis atletas, como é o caso da perna de ataque totalmente estendida de A. Kraeenzlein, a colocação dos dois braços à frente em Thonson e Milburn, a ação apressada dos barreiristas de baixa estatura e assim sucessivamente.

Fizemos esta identificação do homem com o estilo, para ficar mais fácil a assimilação das características individuais na maneira de desenvolver a técnica das corridas com barreiras. Desde as referências que possuímos, de tempos bastante remotos (a partir de 1886), quando as características próprias de cada barreirista já eram evidenciadas, de tempos em tempos novos personagens foram aparecendo nessa especialidade, apresentando seu estilo próprio e revolucionando os conceitos existentes na época.

Dessa forma, vamos mencionar algumas características mais marcantes neste tipo de corrida, dentro da época em que se evidenciaram:
1886 - Cromme, de Oxford: usava o joelho e a perna estendida.
1891 - A. F. Copland: flexão no joelho da perna de ataque, o que representa uma ação semelhante à forma atual.
1898 - A. Kraeenzlein, da Universidade de Pensilvânia: corria com muita velocidade, passando o obstáculo com a perna de ataque estendida.
1920 - E. Thonson, Canadá: fazia uma inclinação acentuada do tronco para a frente e ambos os braços estendidos, mantendo-se nessa posição durante todo o tempo de ação da passagem sobre a barreira.
1941 - F. Aolcott: estendia os braços para a frente, mas não conseguia inclinação total do tronco. Passava os obstáculos precipitadamente, devido à sua baixa estatura, mas compensava com a perna de passagem, que endereçava o corpo quando a perna de ataque tocava o solo após a passagem. Esta particularidade criou uma nova forma, que passou a ser adotada por corredores de baixa estatura, na qual se dava maior importância à velocidade e à economia de esforços do que à estética.
1947 - Diliard: colocava o corpo ligeiramente torcido; a ação dos braços era ampla, um tanto descontrolada; após a passagem, o corpo se colocava reto. Apesar de toda esta ação diferente e pouco convencional, Diliard conseguiu a expressiva marca de 13''6 para os 100m. Essa foi a era dos corredores baixos, que compensavam a falta de outras importantes qualidades com a grande velocidade que possuíam, o que representou um grande golpe para os estilistas.
1950 - D. Attlesey: com a marca de 13"5 para barreiras e 10"5 nos 100m rasos, fez o mundo das provas das corridas com barreiras voltar à sua normalidade. Em seu estilo, colocava os braços à frente, com uma pequena modificação em relação à forma já conhecida, e possuía uma excelente inclinação do tronco para a frente, com uma ação perfeita da perna de trás, antes e depois da passagem. Em 1952, bateu o recorde olímpico (Helsinke) com 13'7.
1956 - J. Davis, Califórnia do Sul: com a marca de 13"3 (sem medir a velocidade do vento), foi o mais rápido corredor desta especialidade entre os tipos de estatura alta, considerados ideais para esta prova. Nesse mesmo ano, surgiu Lee Calhoun, que marcou o recorde olímpico utilizando um estilo próprio, no qual procurava durante a primeira metade da corrida preocupar-se quase que exclusivamente com a velocidade, para no final buscar uma grande inclinação para a frente. Foi considerado o maior barreirista de todos os tempos.

Nesta sintetizada revisão histórica, citamos apenas aqueles destaques mais comentados que ocorreram em cada época, visto que suas particularidades estilísticas revestiram-se de grande importância na evolução técnica das corridas com barreiras, porque possibilitaram às personalidades de nossos dias, como Rod Milburn, Alejandro Casanas, Renald Nehemiah e outros, atingirem um nível bastante elevado. Esse estudo que acabamos de fazer sobre a evolução estilística pela qual passaram as corridas com barreiras nos mostra a grande importância da técnica usada por cada corredor nessa especialidade atlética.

Paralelamente a este particular, mostraremos agora outro fator que influi muito nesta especialidade, que é o biotipo do corredor. Assim, para que possamos tirar conclusões a respeito da influência das medidas somáticas, como a estatura e o peso, na seleção de atletas com possibilidades de conseguir posição de destaque nessa prova, vamos mencionar algumas personalidades do mundo das corridas com barreiras, partindo do ano de 1898 até 1978, quando a distância a ser corrida era de 100 metros (ver quadro).

Através desses dados relativos às medidas somáticas, colhidos dos principais especialistas nas provas de corridas de 100 metros sobre barreiras, no decorrer de 80 anos, podemos concluir que, em relação ao peso, a média é de 76,5 kg e que a estatura fica por volta de 1,86 m. Assim, na escolha dos alunos para um trabalho específico, temos que testá-los em suas possibilidades de velocidade, coordenação e flexibilidade, aliadas ao biotipo ideal, que são as condições básicas para a prática desse tipo de corrida.

Tudo isso deve ser aliado a um trabalho técnico para desenvolver as condições que completam o trabalho do barreirista. Assim, passemos agora ao estudo da técnica das corridas com barreiras.

Treino de Corrida

[59] Exercícios Para a Musculatura e Mobilidade.[61] Técnica da Corrida Com Barreiras.
Treino de Corrida
01 História das Corridas Atléticas.
02 Corridas Atléticas - Tipos das Provas.
03 Técnica da Corrida.
04 Técnica da Corrida - Equilíbrio.
05 Técnica da Corrida - Coordenação.
06 Técnica da Corrida - Descontração.
07 Técnica da Corrida - Eficácia.
08 Técnica da Corrida - Ação do Corpo.
09 Técnica da Corrida - ângulo do Corpo.
10 Técnica da Corrida - Movimento dos Braços.
11 Técnica da Corrida - Colocação dos Pés.
12 Técnica da Corrida - Movimentação das Pernas.
13 Corrida - Resistência Aeróbica.
14 Benefícios das Corridas de Longa Distância.
15 Corridas e As Crianças.
16 Método da Corrida Por Tempo.
17 Método da Corrida Por Percursos.
18 Método da Corrida Por Campeonato de Percurso.
19 Método da Corrida Por Equipe.
20 Método da Corrida Intercalada.
21 Planejamento Treino de Resistência.
22 Corrida Cross-contry.
23 Como Organizar Uma Competição de "cross-country".
24 Corrida - Provas Competitivas de Resistência Geral.
25 Corrida - Princípios Para o Treinamento.
26 Técnica das Corridas de Fundo.
27 O Treinamento das Corridas de Fundo.
28 Tática das Corridas de Fundo.
29 Escolha de Exercícios Para o Corredor.
30 Exercícios Específicos Para o Corredor.
31 Exercícios de Alongamento e Mobilidade.
32 Corrida - Resistência Anaeróbica.
33 Corrida - Provas de Resistência Anaeróbica.
34 Técnica das Corridas de Meio-fundo
35 Corrida - Prova 800m Rasos.
36 Corrida - Prova 1500m Rasos.
37 Corrida - Treinamento Para As Provas de Meio-fundo.
38 Corrida - Ciclos Ou Período de Treinamentos.
39 As Corridas de Velocidade.
40 Técnica das Corridas de Velocidade.
41 Técnica da Saída Nas Corridas de Velocidade.
42 Corrida de Velocidade - Técnicas de Saída Em Experiência.
43 Corrida de Velocidade - Posição Para Saída.
44 Corrida de Velocidade - a Partida.
45 Corrida de Velocidade - o Desenvolvimento.
46 Corrida de Velocidade - Ação dos Braços.
47 Corrida de Velocidade - Defeitos Técnicos.
48 Corrida de Velocidade - a Chegada.
49 Corrida de Velocidade - Chegada Estilo Normal.
50 Corrida de Velocidade - Chegada Estilo Ombro a Frente.
51 Corrida de Velocidade - Chegada Estilo Tronco a Frente.
52 Corrida de 100m Rasos - Considerações Gerais.
53 Corrida de 200m Rasos - Considerações Gerais.
54 Corrida de 400m Rasos - Considerações Gerais.
55 Jogos Didáticos Para As Corridas de Velocidade.
56 Corridas - Sequência Aprendizado da Saída.
57 Corridas - Sequência Aprendizado da Saída Baixa.
58 Sequência Aprendizado da Técnica de Corrida.
59 Exercícios Para a Musculatura e Mobilidade.
60 História das Corridas Com Barreiras.
61 Técnica da Corrida Com Barreiras.
62 Fases da Corrida Com Barreiras.
63 Como Fazer a Passagem Sobre a Barreira.
64 Corrida 110m Com Barreiras - Considerações Gerais.
65 Corrida 110m Com Barreiras - a Saída.
66 Corrida 110m Com Barreiras - Ataque à Primeira Barreira.
67 Corrida 110m Com Barreiras - a Chegada.
68 Corrida 110m Com Barreiras - Defeitos a Se Evitar.
69 Corrida 110m Com Barreiras - o Treinamento.
70 Corrida 200m Com Barreiras - Considerações Gerais.
71 Corrida 400m Com Barreiras - Considerações Gerais.
72 Corrida 400m Com Barreiras - o Treinamento.
73 Didática Para Aprendizado da Corrida Com Barreiras.
74 Sequência Aprendizado da Técnica de Corrida Com Barreiras.
75 Estudo Sobre o Ensino de Corrida Com Barreiras.
76 Corrida Com Barreiras - Exercícios Especializados.
77 As Corridas Com Obstáculos.
78 Corrida 3.000m Com Obstáculos.
79 Técnica das Corridas Com Obstáculos.
80 Processos Didáticos das Corridas Com Obstáculos.
81 Exercícios e Aprendizado da Corrida Com Obstáculos.
82 Corrida de Revezamento - Histórico.
83 Corrida de Revezamento - Técnica dos Revezamentos.
84 Corrida de Revezamento - Estilos Passagem do Bastão.
85 Corrida de Revezamento - Forma de Passagem do Bastão.
86 Corrida de Revezamento - Métodos de Desenvolvimento.
87 Corrida de Revezamento 4x100m.
88 Corrida de Revezamento 4x100m - Escolha da Equipe.
89 Corrida de Revezamento 4x100m - Considerações.
90 Corrida de Revezamento 4x100m - Treinamento.
91 Corrida de Revezamento 4x400m.
92 A Passagem do Bastão No Revezamento 4x400m.
93 Métodos de Revezamento No Revezamento 4x400m.
94 Didática Para Aprendizado das Corridas de Revezamento.
95 Jogos Didáticos Para As Corridas de Revezamento.
96 Exercícios Didáticos Para As Corridas de Revezamento.
97 Provas de Corrida - Regras da Pista de Corrida.
98 Provas de Corrida - Regras da Saída.
99 Provas de Corrida - Regras da Chegada.
100 Provas de Corrida - Regras dos Cronometristas.
101 Provas de Corrida - Regras das Corridas Com Barreiras.
102 Provas de Corrida - Regras das Corridas de Revezamento.
103 Como Ser Um Corredor - Relato de Um Corredor.
104 Benefícios Fisiológicos Proporcionados Pela Corrida.
105 A Longevidade Como Resultado da Corrida.
106 Como Desenvolver a Sua Capacidade de Correr.
107 Locais Para Praticar a Corrida.
108 Cálculo do Ritmo da Corrida.
109 Técnica Para Iniciantes Na Corrida.
110 Equipamentos Para Correr.
111 Tipos de Lesões Na Corrida.
112 Como Citar o Nosso Site

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